sexta-feira, 24 de maio de 2013

Boderline

Essas gotas que aceito como chuva
Nunca saciarão a minha sede, a minha vontade
Só me importa o amor, que infinito
Não seja sonho, seja então realidade 

Os meus erros, eu conserto com meu sangue
E assim, eu me puno por te amar
Até não sobrar uma só gota em meu corpo
Até que enfim não queira te desejar

Caminharei descalço nessas brasas 
Já permiti a esse fogo me queimar
Me entregarei, de fato, ao meu fracasso
E deixarei a minha pele definhar 

Até que então esse amor, que infinito 
Perceba quão terrível o meu tormento
Me banhe em um lago bem bonito 
Me restaure dessas cinzas em silêncio 

Um comentário:

  1. Tão sutil.
    É preciso prestar atenção para não deixar escapar nenhum detalhe entre tantos.

    Perfeito.

    ResponderExcluir