sábado, 29 de dezembro de 2012

Libertação



Lavei minha alma com um amor falido
E me banhei com todo aquele sangue inútil
Era a libertação, a cura de um peito ferido
Era enfim, outra alegria fútil!

Sobrevivi a outro abandono
Fui vingado e venci a minha sorte
O matei, um só tiro, em pleno sono
Minha vida se resolvia com sua morte!

E cantava, cantava: Vai passar !
Era uma promessa tão antiga
Que me diziam por chorar
Tenha calma, que o dia vem logo em seguida

E chegou, finalmente constatei
Ao ver tão fria e fraca a mão amiga
Passou, como nunca imaginei
Era enfim, uma alegre despedida! 

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