segunda-feira, 19 de março de 2012

Surto poético e recaída amorosa


Deixei para traz o para sempre
Não quero e nem posso te amar
Conviver e te ver é martírio
De quem quer e não pode falar

Te querer é um querer costumeiro
Que nem a razão justifica
Espero manter-me guerreiro
E atender ao que minh’alma suplica

De te manter – distante do corpo
E te ter – ausente do coração
Esse amor transformou-se em desgosto
Persistir, é me render à maldição

O meu ser precisa de um descanso
Que se concretizaria em forma de canção
De liberdade, alegria e graça plena
E essa dor se transformaria em perdão 

domingo, 29 de janeiro de 2012

Platônico

 És tão doce assim distante
Meu mais nobre pensamento
Mas por perto andas errante
Fazes da noite meu tormento

E ainda que no céu
Não consiga te alcançar
Ter em terra sem o mel
Me fará sempre lembrar

Que te amo assim distante
Impossível de tocar
Pois por perto, és tão humana
Impossível de amar

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

friday the 13th



Amaldiçoo-te, infiel,
Me amar será tua sorte
Ter-lhe-ei como um troféu
E como preço terás minha morte

Cada dia que viver
Se lembrarás da minha dor
Serás difícil se esquecer
Que destruíste-me, o teu amor

Dar-lhe-ei um poema último
Envolto em meu coração
É teu, então toma posse
Não cabe mais a ti dizer que não

Guarde-me em uma caixa com flores
E regue sempre que se lembrar
Do teu poeta, que em meio a dores
Partiu sem nem te amar

Ponha-me junto ao teu leito
E me enfeite com um copo de mel
A única forma que tive de estar ao teu lado
Foi sendo o teu troféu
Mas com o tempo, criarás por certo
Afeto e talvez paixão
Ao invés de dor, serei proteção

Então chorarás sozinha
Por não ter me amado quando teve a chance
Deixei de ser teu abrigo
Para virar páginas de um romance

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Resignação



No guardanapo desenho o teu rosto
Com um soneto te faço em poesia
Riscando, esboço o meu desgosto
Tu foste, só me deixaste esta agonia

Embora não fosse o que esperavas
Nem o mais belo, ou mais compreensivo companheiro
Com certeza era eu quem mais te amava
Dos teus vassalos, seria eu o teu cordeiro

Te daria o mundo inteiro outrora
Mas hoje, isso não cabe mais a mim dizer
Tu decidiste ir embora
Resta a mim saber te esquecer

domingo, 1 de janeiro de 2012

Abandono





É o cigarro que tu fumas
Que perturba a tua visão?
Beber constantemente,
Fez mal ao teu coração?

Não sei por que me entreguei
Esperando salvação
O amor que te amei
Era fogo, era perdão

Mas comigo nem te importas
De um amor tão traiçoeiro
Era fácil dar as costas

Então vá amor maldito
Que aos poucos eu enterro
                                      Esse coração falido

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Apenas um desejo:

Sabedoria...
           Para que o que destruiu 2011
                                        Não persista em 2012

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Quase amor


Que me importas teus suplícios
Se a mim não podes ter
Pode ate domar meu corpo
Mas minh`alma hás de esquecer

Sem cuidados, sem promessas
Pra que mesmo se importar?
É um querer tão costumeiro
Que não custa saciar

Fazer da noite o nosso cálice
E de manha enfim sangrar
De um arrependimento vermelho
Que promete abandonar

Fingindo esquecer
Procuro indiferença ou calmaria
Já que o amor de uma noite
Não merece poesia