domingo, 1 de maio de 2011

Antes de te conhecer
Minha vida era vazia
Inteligente, mas sem companhia.
Ganhei o mundo por te ter
O amigo que sempre quis ter

terça-feira, 19 de abril de 2011

eNten(d)(t)a:

era no tempo em que
rir não era pecado
a tua presença
mostrou-me
o que havia de errado
sem culpar ou ser culpado

querendo paz
uma guerra causei
até na alegria
tristeza encontrei.
rogar o regresso não adianta mais
ouvir o silêncio é só o que o satisfaz.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Um e outro

Faça sua pausa
E um sorriso distante
Me algeme por uma lágrima
Me prenda por um instante

Jogue-o todo fora,
um edifício bem construído,
Só por não ser belo
Não te dar completo abrigo

Abandone minh'almas
Em água ou em chama
Uma é distante
A outra é insana


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Qual é o teu segredo, 
menino esquisito?
Menino que sorri quando está feliz,
e sorri quando está triste... 

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Talvez ''

Talvez minha presença
já a tenha cansado.
Meus olhos cativos,
meu rosto culpado.

Talvez você já tenha se esquecido
do meu beijo quente,
do meu ombro amigo.

Talvez já não valha
a pena correr
de um lado pro outro
pra nos socorrer.

Porque caminhamos
para a solidão,
no fundo do poço,
embaixo do chão.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Dual

Então me digas
Quem vai te ajudar
Quando à noite
Começar a chorar,

Quando a graça
Não puder mais achar
E o caminho de casa
Precisar encontrar

Diga quem mais
Poderá suportar
Feridas constantes
No mesmo lugar

Diga quem mais
Vai te escutar
Te dar um conselho
E te abraçar

Posso não entender
Só posso escutar
Me jogar no teu mar
Não sabendo nadar

Mas vou com coragem
E vou procurar
Uma forma sincera
De te ajudar

Ainda que eu me afogue
Ainda que eu me perca
Encontre no seu mar
Algo que me esmoreça

O importante é estar contigo
O que importa é te ajudar
Dividir em ombros fracos
O que te impede de nadar

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Desolado


Eu vou cortar minha pele
E arranhar meu rosto
Destruir minh’alma
E mutilar meu corpo

Vou ferir seus lábios
E te beijar aos poucos
Esquecer de tudo
E reviver minhas dores

Vou tirar minha roupa
E perder meu peso
Vou me ressecar
Não te dar sossego

Vou me jogar do alto
Vou me crucificar
Vou me comportar de forma
Como se nada pudesse salvar

Vou te chantagear
Vou perder a direção
Se ainda não puder te amar
Vou me jogar ao chão